Advogado de Família: por que sensibilidade é tão importante quanto técnica
Nathália de Campos Valadares
Mestra cum laude em Direito Privado. Pós-Graduada em Direito Civil. Autora do livro Famílias Coparentais. Professora. Advogada Especialista em Direito de Família, Sucessões e Infância e Juventude.
Sumário
1. advogado de família: por que sensibilidade é tão importante quanto técnica.
1Advogado de Família: por que sensibilidade é tão importante quanto técnica
Atuar com Direito de Família e Sucessões vai além de títulos, artigos ou congressos.
Exige saber lidar com gente, ter sensibilidade, escuta ativa e empatia. A maioria dos nossos clientes chega em momentos difíceis: passagem de um ente querido, o fim de um casamento ou a busca por um filho.
É ter serenidade para saber se afastar do caos e poder tomar decisões. É tentar passar a mensagem de que aquela situação não é o fim e dias melhores virão, por mais demorados possam ser. Até porque a gente casa para ser feliz e separa para ser feliz.
É, com jeito, transmitir a mensagem de que o judiciário não resolverá tudo. São mais de oitenta milhões de processos em tramite e servidores sobrecarregados. É saber da importância da interlocução com outras áreas, em especial, a Psicologia para auxiliar dentro e fora das ações judiciais.
A gente não pode esquecer que uma hora o processo acaba e os pais, por mais conflituosa que seja a relação, precisam encontrar um meio de dialogar com respeito e a respeito do laço que os une: o filho.
É não esmorecer. Não deixar de se indignar. É lutar para que pai não seja visita, mas presença. É mostrar o trabalho invisível da mulher, sobretudo daquelas que abdicam do profissional para cuidar da casa, do filho e do marido. É buscar por uma oitiva respeitosa de crianças. É pensar fora da caixa em busca de um direito mais inclusivo e respeitoso. É cuidar dos outros e de si. É ser ponte entre pessoas, instituições e afetos. É saber ouvir, orientar, e, acima de tudo, caminhar junto, mesmo quando o resultado não é o esperado.