Divórcio não é o fim da família. É uma transformação.
Nathália de Campos Valadares
Mestra cum laude em Direito Privado. Pós-Graduada em Direito Civil. Autora do livro Famílias Coparentais. Professora. Advogada Especialista em Direito de Família, Sucessões e Infância e Juventude.
Sumário
1Divórcio não é o fim da família. É uma transformação.
Existe um equívoco muito comum quando o assunto é divórcio: a ideia de que ele representa o fracasso de uma família. Na prática, o que acontece é diferente.
O divórcio marca o fim de uma conjugalidade, não de uma família. Quando há filhos, o vínculo entre os pais continua, e o que muda é a forma de exercê-lo. A família não se dissolve, ela se reorganiza. E essa reorganização, quando conduzida com respeito e maturidade, pode resultar em relações muito mais leves, estáveis e saudáveis do que as que existiam antes da separação.
Famílias se transformam. E transformação não é sinônimo de ruptura.
Há uma frase simples que resume bem esse momento: a gente casa para ser feliz e se separa para voltar a ser feliz. Não há nada de errado nisso. Reconhecer que um relacionamento chegou ao fim e agir a partir dessa realidade é, muitas vezes, o ato mais responsável que um casal pode tomar, especialmente quando há filhos envolvidos.
Se você está atravessando esse processo, saiba que não precisa encará-lo sozinha. Com orientação jurídica adequada, é possível conduzir o divórcio de forma mais tranquila, protegendo os seus direitos e, acima de tudo, o bem-estar de quem você mais ama.